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Megahard Records and Progressive Rock are back !!!!!

SINAGOGA ZEN - Same (CD) progressive-rock, fusion, jazz-rock, female-vocals - FRETE GRÁTIS

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SINAGOGA ZEN - Same (CD) progressive-rock, fusion, jazz-rock, female-vocals - FRETE GRÁTIS

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Descrição Rápida

SINAGOGA ZEN é uma banda brasileira de Bento Gonçalves-RS, com muitas influências musicais tais como Piazzolla, Novos Baianos, Miles Davis, Almôndegas e Stockhausen. E principalmente rock progressivo e fusionPink Floyd, King Crimson, Genesis, Yes, Mutantes (da fase sem a Rita Lee), Som Nosso de Cada Dia, Weather Report, Passport, Mahavishnu Orchestra, e por aí afora.

Em meio a um amplo universo sonoro a SINAGOGA ZEN encontrou no rock progressivo e no jazz dos anos setenta seu sentido estético e ideológico.

O resultado final é uma somoridade ímpar, repleta de musicalidade, belíssimos vocais femininos, longas passagens instrumentais bastante intrincadas de violino, guitarras e teclados, altamente recomendado para progressistas exigentes e de mente aberta.

Integrantes:


Giulia Dallóglio - Voz.
Felipe Taborda - Guitarra, Violão e Baixo. 
Alison Seben - Bateria e Percussão .
Wilian \"Zé\" Baldasso-Baixo, Guitarra e Violino.
Rafael \"Teclas\" Vignatti-Teclado, sintetizadores e Piano .



 

Era uma noite fria de 2004 quando ouvi a SINAGOGA ZEN pela primeira vez. Estávamos na calçada do Bar Atalaia, em Bento Gonçalves, quando o Alison e o Zé me chamaram até o Opalão para ouvir o cassete de algumas músicas recém gravadas. O som que saiu do toca-fitas era um tema instrumental, com riffs de guitarra pesados, lembrando o Black Sabbath.

Daí pra frente a SINAGOGA ZEN passou a ouvir tudo e a incorporar tudo. Piazzolla, Novos Baianos, Miles Davis, Almôndegas e Stockhausen. E principalmente rock progressivo e fusion: Pink Floyd, King Crimson, Genesis, Yes, Mutantes (da fase sem a Rita Lee), Som Nosso de Cada Dia, Weather Report, Passport, Mahavishnu Orchestra, e por aí afora. Em meio a um amplo universo sonoro a SINAGOGA ZEN encontrou no rock e no jazz dos anos setenta seu sentido estético e ideológico.

O progressivo é filho bastardo da psicodelia. A contracultura do final dos anos sessenta e da primeira metade dos setenta combinava música clássica e psicodelismo, blues e samba, jazz e ritmos indianos. É provável que o termo, inventado pela crítica musical para catalogar um estilo híbrido e sofisticado de música pop, tenha origem etimológica no jazz progressivo auto-proclamado por Stan Kenton. O jazzista americano criou, junto a outros músicos da costa oeste, um estilo que fugia do padrão tema-improviso- tema, comum na composição do jazz.

Com um método composicional aparentado ao clássico, Kenton sobrepunha temas musicais sem deixar de improvisar. O rock progressivo herdou a característica da sobreposição de temas, unidos como em uma sinfonia, mas sem improvisos. Para compreender o rock progressivo também é preciso resgatar o papel dos músicos ingleses, que desenvolveram, a partir do final dos anos sessenta, um rock mais sinfônico. Eram jovens que não resistiram ao apelo rebelde do rock e desertaram dos rígidos conservatórios europeus. E desbundaram.


O ideal setentista foi o manancial estético para os músicos da SINAGOGA ZEN. Como amavam tanto a energia do rock quanto a harmonia e o estudo da música, o caminho natural foi o rock progressivo. Em dez anos o grupo teve diversas formações. A mais improvável tinha reunidos, no palco, três vocalistas, dois bateristas e dois guitarristas – um triunfo de abnegação no mundo do rock. O Alison e o Zé permanecem desde a fundação. Ainda no início, entrou o Teclas, na época cursando o segundo grau. O Taborda, três anos depois. E agora, no primeiro registro fonográfico, a Giulia nos vocais. Todos os integrantes tem vida musical bastante variada, como músicos e professores.

Para além da música, a SINAGOGA ZEN foi uma utopia social. Foi emblemática a casa mantida pelo grupo que servia de estúdio, palco, bar e dormitório. Abrigava, também, coletivos de poesia e teatro, que gravitavam em torno à banda. Era um projeto multi-artístico. Foram realizados espetáculos, compostos por textos de criação coletiva, musicados ao vivo. Além da música e do grupo de teatro e poesia, dezenas de pessoas se encontravam na casa para festear e conversar.

As principais saturnais sinagoguianas se davam na praça do bairro São Francisco, em frente ao ginásio do Susfa. O som da SINAGOGA ZEN foi a liturgia de muitas celebrações dionisíacas. São inesquecíveis, para todos que testemunharam, os shows na Cachaçaria, no Zarabatana e no SESC. Na Praça Centenário, num domingo à tarde, reuniram-se SINAGOGA ZEN, Vodu (saudoso grupo de rock instrumental) e Bardos da Pangeia. Música de alta qualidade num clima de modesto Woodstock.

O primeiro disco da SINAGOGA ZEN não é uma estréia, é uma celebração. Foram dez anos de experiências e amadurecimento. Seus integrantes fundaram escolas, renovando o ensino musical na cidade. Este disco expressa a comunhão de todas as pessoas que viveram com a SINAGOGA ZEN, caminhando pelas ruas, tocando em tantos lugares, vivenciando uma geografia e um tempo que se tornam, para sempre, afetivos. É um canto de louvor à amizade e ao amor pela música
Agora é fazer como sugeria o título de um elepê d’Os Novos Baianos –vamos pro mundo.

Juliano Dupont

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